Diane
Franklin é uma atriz, produtora e modelo americana que trabalhou em vários
filmes e programas de televisão, tais como: Amityville II: The Possession, The
Last American Virgin, TerrorVision, Alfred Hitchcock Presents, entre outros.
SWCP:
Você interpretou vários papéis em filmes de terror, como Amityville II: The
Possession, Ted Bundy: American Boogeyman, etc.É fã desse género?
D.F: Sim! Adoro filmes de terror por várias razões. O terror é um género universal. (Ao contrário da comédia, que é mais regional.) Os filmes de terror são compreensíveis com ou sem palavras. O medo é uma emoção humana primária que é compreendida e sentida por todos. Na verdade, une o mundo. Alguns filmes de terror são mais explícitos do que outros, mas todos se centram na nossa sobrevivência. Por isso, ver filmes de terror pode ser útil. As dificuldades do dia a dia parecem mais fáceis de gerir depois de vermos os perigos retratados num filme de terror. Além disso, esses filmes exploram os medos do desconhecido e a forma como nos sentimos em relação à morte. Na verdade, fazem-nos sentir mais gratos pela vida.
SWCP: Em 2012 e 2017, publicou as suas memórias. Por que decidiu fazer isso? Há algum motivo específico que possamos saber?
D.F:
Escrevi as minhas memórias para ajudar os novos atores a perceberem como é a
vida de uma atriz e para partilhar com os fãs como foi trabalhar no cinema e na
televisão enquanto jovem atriz, durante os anos 80. Quero que as pessoas saibam
que a minha vida não tem sido fácil, mas que o esforço valeu a pena. É
importante que os meus livros sejam escritos com as minhas próprias palavras e
que as minhas experiências sejam registadas com precisão, na minha perspectiva.
SWCP: Você também cantou o hino nacional(Americano) no Dodger Stadium em 2004.Como foi essa experiência para si?
D.F:
Cantar o hino nacional foi um sonho. Adoro cantar e foi uma verdadeira honra
ter sido convidada. Foi muito emocionante para mim atuar. Imaginei-me a cantar
para a minha mãe, que já faleceu. O meu marido e os meus dois filhos pequenos
estavam na plateia e senti-me muito orgulhosa por eles poderem ver-me a fazer
algo tão digno de respeito. Além disso, recebi imensos elogios das pessoas na
plateia pela forma como cantei o hino. Cantei num estilo operático e muitos
disseram: "É assim que o hino deve ser cantado." Foi uma experiência
maravilhosa que nunca esquecerei.
SWCP:
Em que projetos está atualmente a trabalhar?
D.F:
Tenho três projetos a caminho que ainda não foram lançados. São dois filmes em
que faço uma participação especial e um projeto de áudio em que trabalhei com a
outra princesa de Bill & Ted’s Excellent Adventure, KIMBERLEY KATES. Ela
também produziu e interpreta neste drama de áudio.
SWCP:
Tendo trabalhado com alguns renomados realizadores e actores, recorda-se de
alguma situação engraçada ou incomum que tenha ocorrido durante as filmagens?
D.F: Tive a grande sorte de trabalhar com
muitos realizadores talentosos. Quando trabalhei com realizadores europeus,
alguns deles tinham sotaques muito marcados. Talvez fosse difícil para algumas
atrizes compreendê-los, mas, no meu caso, gostei de trabalhar com eles. Fui
criada por pais que falavam com sotaque, por isso compreendi que a linguagem
corporal transmite muito. Conseguia perceber o que me estavam a pedir para
fazer, não só pelo que diziam, mas também pela FORMA como o diziam. Alguns
realizadores são enérgicos, outros são gentis. Depende realmente do que
pretendem obter de uma interpretação.
Um exemplo foi o trabalho com o falecido realizador Damiano Damiani. Lembro-me de que tinha de estar nervosa numa cena. Estávamos a filmar numa igreja e eu tinha de me confessar no confessionário. Ele gritou para eu correr pelo interior de toda a igreja, uma e outra vez, até ficar sem fôlego, antes de entrar no confessionário para dizer as minhas falas. Foi uma ideia bastante inteligente da parte do realizador. Ele queria que eu ficasse sem fôlego, como se estivesse a correr desesperadamente para a igreja para confessar um pecado. Eu, claro, não sabia disso e pensei: "Porque é que ele está a gritar comigo para fazer isto?" Ele não explicou. Limitou-se a dizer: "Corre!" Pareceu-me um pouco ridículo, mas confiei nele e fi-lo. E ele tinha razão! A cena ficou muito mais impactante.
SWCP:
Que mensagem gostaria de enviar aos seus fãs?
D.F:
Também participo em convenções de autógrafos. Espero um dia ser convidada para
uma convenção de autógrafos em Portugal! Adoraria conhecer quem estiver a ler
esta entrevista! Se houver alguma convenção de atores em Portugal (Comic
Cons?), por favor, contactem os organizadores e peçam para que eu seja
convidada. Os organizadores dos eventos dão ouvidos aos fãs! Vamos divertir-nos
imenso!
ENGLISH VERSION:
Diane Franklin is an American actress, producer and model who worked in
several movies and Television shows such as: Amityville II: The Possession, The Last American Virgin,TerrorVision, Alfred Hitchcock Presents, among others.
SWCP: You played several roles in horror movies like Amityville II: The
Possession, Ted Bundy: American Boogeyman, etc. Are you a fan of this genre?
D.F: Yes! I do love horror films for several reasons. Horror is a
universal genre. (Unlike, comedy, which is more regional.) Horror films
translate with or without words. Fear is a primal human emotion that is
understood and felt by everyone. It actually bonds the world.
Some horror is more graphic than others, but it all centers on our
survival. So watching horror can be helpful. Daily struggles feel more
manageable after watching the perils in a horror film. Also. horror films
explores fears of the unknown. How we feel about death. In truth, it makes us
feel more grateful for life.
SWCP: In 2012 and 2017, you published your memoires. Why did you decide to do that? Any particular reason we might be allowed to
know?
D.F: I wrote my memoirs to help new actors learn what the life of an
actress is like, and share with fans what it was like to work in film and TV as
a young actress, during the 80s. I want people to know that my life has not
been easy, but the effort has been worth it. It is important that my books are
in my own words, and that my own experiences are recorded accurately, from my
perspective.
SWCP: You also sang the National Anthem at Dodger Stadium in 2004. How was that experience for you?
D.F: Singing the National Anthem was a dream. I love singing, and it was a true honor to be asked. It was very emotional for me to perform. I imagined singing to my mom, who had passed. My husband and two young children were in the audience and I was very proud they could see me do something so respectable. In addition, I received so many praises for how I sang the anthem from people in the audience. I sang in an operatic style, and many said, “that is how the anthem should be sung.” It was a beautiful experience that I will never forget.
SWCP: What projects are you currently working on?
D.F: I have three upcoming projects that are yet to be released. Two
films I have a cameo, and one audio project that I worked on with the other
princess from “Bill & Ted’s Excellent Adventure,” KIMBERLEY KATES. She
produced and acts in the audio drama as well.
SWCP: Having worked with some renowned directors and actors, do you
remember any funny or unusual situations that occurred during filming?
D.F: I have been so fortunate to work with many talented directors. When
I have worked with European directors, some of them have had very thick
dialects. It would be perhaps difficult for some actresses to understand them,
but for me, I enjoyed working with them. I was raised with parents who had
dialects, so I understood that body language expresses a lot. I could figure
out what they were asking me to do, by not only what they said, but HOW they
said it. Some directors are forceful, some are gentle. It really just depends
on what they are trying to get from a performance.
One example was working with the late director, Damiano Damiani. I
remember that I needed to be upset in a scene. We were shooting in a church and
I needed to make a confession in the confession room. He yelled for me to run
around the inside of the entire church again and again, until I was out of
breath before I entered the confessional to say my lines. It was a pretty smart
idea as a director. He wanted me to be out of breath, as if I was desperately
running to church to confess a sin. I of course, didn’t know this, and thought
“why is he yelling at me to do this?” He didn’t explain it. He just said run!
It seemed kind of silly to me, but I just trusted him and did it. And he was
right! The scene was much more powerful.
SWCP: What message would you like to send to your fans?
D.F: I also attend to signing conventions. I hope one day to be invited
to a signing convention in Portugal! I would love to meet anyone reading this
interview! If there are any Actor conventions in Portugal (Comic Cons?) please
contact them, and ask for me to be a guest. The events listen to patrons! We
will have a most excellent time!
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